Consultora de viagens trabalha em escritório caseiro rodeada por mapas e materiais de viagem

No início, quando li sobre Denise Cruz, logo associei sua trajetória à de muitas mulheres empreendedoras que conheci no universo do marketing digital. Ela começou como blogueira de viagens, faturando por volta de R$ 6.000 por mês, sustentando esse resultado com impressionantes 75 mil visitantes mensais. A receita vinha, basicamente, de anúncios e, em segundo plano, de programas de afiliados. Era um modelo que já se mostrava delicado por depender quase exclusivamente do tráfego vindo do Google, com algum suporte do Pinterest.

Mas tudo mudou rapidamente, como mostra o relatório de 2024 sobre o setor de viagens: após uma grande atualização do Google em março, muitos blogueiros de viagem viram o tráfego despencar até 75%, derrubando também suas receitas. Blogs que antes sustentavam negócios inteiros, quase sumiram da noite para o dia (relatório divulgado por Travel and Tour World).

Quando tudo virou de cabeça para baixo

Lembro que, lendo relatos sobre o impacto da chamada Helpful Content Update, a situação de Denise ficou ainda mais clara: por semanas, ela acompanhou a queda dos acessos. O faturamento dos anúncios secou, as comissões de afiliados ficaram quase irrelevantes. Num cenário assim, muitos pensariam em recomeçar outro blog, mas Denise optou por outro caminho.

Do caos, ela buscou uma saída prática: menos volume, mais valor por cliente.

Ela não começou do zero. Denise já atuava como afiliada de uma agência de viagens, com reservas feitas para parentes e amigos, tinha vivência em consultoria e um olhar experiente sobre o digital. Usou essa base para reimaginar sua atuação.

Recriando o negócio: do conteúdo ao serviço

Ao invés de insistir em criar outro grande acervo de conteúdos otimizados para SEO, Denise fez diferente: lançou um site simples, direto, posicionado como agência de consultoria. O foco era mostrar quem ela era, sua experiência, o que oferecia – e não competir por volume de buscas. Logo nas primeiras semanas, começou a receber pedidos de orçamento, mesmo com pouco tráfego.

Consultora de viagens sentada em seu escritório, computador à frente e documentos de viagem sobre a mesa.

Me chamou a atenção como ela se apoiou no conceito de EEAT (experiência, expertise, autoridade e confiança) para quebrar barreiras:

  • Exibiu certificações de operadoras e destinos reconhecidos.
  • Deixou todas as afilições visíveis, inclusive à agência original.
  • Colocou dados de contato real, perfis oficiais e públicos.
  • Pediu e exibiu depoimentos genuínos de clientes.
  • Tornou fácil o contato com formulário dedicado e CRM para organizar tudo.

Esses detalhes, embora simples, já mostravam como o serviço dela era pessoal, atento e transparente – qualidades em falta no modelo de blog genérico.

De blogueira para consultora: uma mudança de mentalidade

Enquanto o blog vivia de conteúdo escrito para agradar algoritmos e promover cliques, a consultoria trouxe novas exigências. Denise passou a priorizar a clareza absoluta, explicando políticas e detalhes a fundo, guiando o cliente em todas as fases para evitar erros e insatisfações. Isso mudou inclusive o foco do site: menos artigos amplos, mais páginas e informações para apoiar vendas imediatas e construir relacionamento contínuo.

Em vez de pensar no que o Google esperava ler, passou a pensar no que as pessoas realmente precisavam saber para reservar, viajar sem sustos e recomendar. A responsabilidade cresceu, mas o retorno também.

Com apenas 200 a 300 visitantes mensais, o site passou a gerar mais negócios que os antigos 75 mil do blog.

Antes, o objetivo era encher o funil. Agora, era atrair poucos, mas certos – pessoas qualificadas, que chegaram pelo boca a boca ou já confiavam na reputação dela, muitas vezes vindo de antigos clientes.

Sistemas, funil e atendimento: a base do crescimento exponencial

Por trás do sucesso, percebi que Denise nunca parou no improviso. Ela estruturou processos:

  • Sistema para agendamento de chamadas e automatização do seguimento;
  • Qualificação dos leads (conversando com cada um);
  • Controle do funil de vendas, do primeiro contato ao suporte pós-reserva;
  • E-mails automáticos para follow-up, envio de propostas e lembretes;
  • Pedir e rastrear indicações de forma consistente – sempre que possível;
  • Newsletter personalizada para manter clientes por dentro de novidades, alertas, promoções e atualizações das agências e destinos, sem depender de redes sociais.

O funil, de acordo com o que pesquisei, era enxuto e pessoal:

  1. Formulário de contato no site, para captar intenções;
  2. Convite instantâneo para uma chamada rápida (quase sempre por telefone);
  3. Envio de cotações e esclarecimentos detalhados por e-mail;
  4. Reserva manual de cada viagem, com apoio ao longo de todo o processo;
  5. Acompanhamento no pós-venda e novas tentativas para fidelizar clientes e pedir indicações.
Fluxo de trabalho representando o funil de vendas de uma consultoria de viagens, com ícones para cada etapa.

Os resultados são expressivos: em um ano, contabilizou R$ 650 mil em vendas comissionáveis. No seguinte, pulou para R$ 1,6 milhão. Os números continuam crescendo, especialmente o ticket médio. E, para minha surpresa, aproximadamente 30% dos clientes novos vêm de indicações, com destaque para nichos como cruzeiros. Muitos voltam com amigos e familiares, criando efeito composto de recomendações e fidelização genuína.

Por que a transição funcionou?

Sempre acreditei que a diferenciação está em experiência real, posicionamento claro e processos internos. Denise confirma isso na prática. Ela transformou uma situação de calamidade – a perda da audiência de massa – em oportunidade de prestar um serviço de alto valor agregado, apoiado em reputação e atendimento humano.

Ao estudar movimentos como o de Denise, vejo o quanto o futuro do digital pode ser menos sobre tráfego em massa e mais sobre relações, qualidade e credibilidade. Isso se conecta diretamente com o que o Método Mulher Milionária propõe: usar conhecimento de nicho, experiência anterior e sistemas modernos para criar negócios à prova de mudanças de algoritmo, mais sólidos e lucrativos. Não basta audiência. É preciso criar valor direto para cada cliente, e estruturar tudo para escalar pelo relacionamento, não pelos acessos.

Quando o tráfego falha, o relacionamento sustentado salva o negócio.

Inclusive, estudiosos demonstram como os criadores de conteúdo são influentes na decisão de compra dos viajantes, embora amigos, família e atendimento personalizado ainda liderem (relatório da Phocuswright). Denise fez justamente esse caminho, tornando-se referência para quem busca consultoria real e resultados tangíveis, e não apenas conteúdo genérico espalhado pela internet.

Para quem tem um site que depende de buscas e sentiu o impacto das mudanças, penso que vale refletir: talvez seja hora de transformar experiência, audiência e conhecimento em novos tipos de serviço de alto valor. Denise Cruz é prova de que é possível se reinventar e prosperar mesmo após quedas radicais de visibilidade online.

Se a sua meta é sair do ciclo vicioso da dependência de tráfego e construir um negócio mais estável, recomendo conhecer o Método Mulher Milionária, onde mulheres aprendem a transformar conhecimento em renda real e liberdade financeira, guiadas por quem já viveu essa virada.

Perguntas frequentes

Como Denise começou no blog de viagens?

Denise começou seu blog de viagens escrevendo sobre experiências pessoais, roteiros e dicas para familiares e amigos. Com o tempo, ampliou o conteúdo para viagens internacionais e nacionais, alcançando até 75 mil visitantes por mês e conquistando renda relevante com anúncios e comissões de programas de afiliados.

Como transformar um blog em consultoria?

Para transformar um blog em consultoria, é preciso mudar o foco: sair do volume de conteúdo e pensar na apresentação de experiência, autoridade e soluções personalizadas. Isso envolve exibir certificações, depoimentos, dados de contato reais e estruturar processos internos para contato, agendamento, acompanhamento e pós-venda. Denise fez essa transição focando na relação direta com clientes e atendimento humano.

Vale a pena investir em consultoria de viagens?

Na minha opinião, investir em consultoria de viagens pode ser lucrativo para quem tem experiência prática, conhecimento de destinos e capacidade de oferecer atendimento e suporte personalizado. O mercado valoriza o trabalho de quem poupa tempo, evita erros do cliente e entrega soluções diferenciadas, como Denise mostrou em seu novo negócio.

Quais são as melhores dicas da Denise?

Minhas pesquisas e análises mostram que as dicas mais valiosas da Denise incluem:

  • Seja transparente sobre sua experiência e certificações.
  • Dê atenção total a cada lead e cliente, ouvindo necessidades reais.
  • Crie processos claros de atendimento, acompanhamento e pós-venda.
  • Mantenha contato com clientes por e-mail com atualizações verdadeiramente úteis.
  • Peça indicações e valorize cada recomendação recebida.

Quanto custa uma consultoria de viagens?

Os preços variam de acordo com o tipo de serviço, destino e duração da viagem. Consultores como Denise normalmente cobram uma taxa de consultoria fixa ou embutida nas reservas, além de ganhar comissões das agências parceiras. É sempre recomendado solicitar um orçamento detalhado e analisar o que está incluso no serviço antes de fechar.

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Mulher Milionária

Sobre o Autor

Mulher Milionária

Mulher Milionária é o codinome de uma afiliada do Método Mulher Milionária, um treinamento online que tem como missão empoderar mulheres de diferentes perfis a conquistarem independência financeira. Com experiência prática em marketing digital, vendas e empreendedorismo, Mikaele compartilha estratégias testadas para transformar vidas femininas, promovendo liberdade de tempo, autoestima e aumento de renda, tudo de forma acessível e descomplicada mesmo para quem está começando.

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