No universo do empreendedorismo feminino, histórias reais acabam servindo de inspiração prática. Em meio à pandemia, uma mulher chamada Therese Waechter, fundadora da Otto’s Grotto, tornou-se exemplo vivo de como é possível criar um negócio de adesivos praticamente do zero e transformar esse projeto em um empreendimento que já faturou US$ 250.000 por ano. O que mais chama minha atenção nesse case é justamente como tudo surgiu sem planejamento tradicional, aproveitando oportunidades digitais, fé na execução e muita resiliência no processo.
Como nasceu um negócio de seis dígitos com adesivos
A trajetória de Therese começou com um detalhe que muita gente reconhece: uma necessidade financeira, em contexto de incerteza. Assim como já vi em relatos de alunas do Método Mulher Milionária, ela vendeu seu primeiro adesivo no Facebook Marketplace, ainda utilizando serviços de impressão sob demanda. O lucro era apertado, mas logo percebeu o potencial em fabricar os próprios produtos em casa, reduzindo custos e criando autonomia.
O crescimento veio rápido: em pouco tempo, ela estava despachando até 200 pedidos diários, usando envelopes simples e conciliando os envios com o cuidado do filho pequeno. O sucesso inicial trouxe uma surpresa negativa: o Facebook bloqueou sua conta, sem explicação, obrigando-a a buscar estabilidade adotando outras plataformas. A busca pela independência, tão incentivada em projetos como o Mulher Milionária, exigiu nela uma adaptação essencial.

Da produção caseira ao maquinário profissional
Quando entendeu que precisaria escalar de verdade, investiu na própria estrutura: começou por ferramentas acessíveis como Cricut e Silhouette. Aos poucos, evoluiu para equipamentos industriais como a impressora Roland BN-20, cortadora dedicada e laminadora. O processo tornou-se rotina: imprimir, cortar, laminar. Tudo rodando dentro de casa, provando que mesmo operando de maneira enxuta, era possível entregar volumes expressivos e disputar prazos de envio.
Esse passo de internalização do processo é um aspecto que defendo frequentemente: dominar cada etapa, pelo menos no início, reduz riscos e aumenta o domínio do negócio.
Estratégias multicanal para crescer e proteger o faturamento
Uma sacada valiosa para qualquer mulher que quer montar um negócio de adesivos do zero é diversificar os canais de venda, sem ficar refém de uma única plataforma. Therese migrou seu negócio, aos poucos, para quatro canais principais, organizando estratégias específicas para cada segmento de público:
- 30% do faturamento vem da Etsy: mas está reduzindo a porcentagem, pois o ambiente se tornou saturado por cópias e spam internacional.
- 30% do faturamento no Amazon FBA: processo automatizado – ela envia a produção para o centro de distribuição e a plataforma cuida dos envios, sem depender de anúncios pagos regulares.
- 30% vem do Faire Wholesale: vendas por atacado com tíquete médio mais alto, estimuladas por promoções para compradores recorrentes.
- 10% restante se concentra no Shopify: não como canal principal, mas como vitrine e ponto de contato com clientes B2B, transmitindo credibilidade.
Essa multiplicidade de canais traz segurança e crescimento sustentado, além de facilitar ajustes rápidos conforme cada plataforma exige. Na Amazon, ela testa anúncios curtos para introduzir novidades e descarta produtos que não “giram”. No Etsy, mantém descontos de 40% porque entende que promoções constantes favorecem o mecanismo, muito além de SEO. Já no Faire, implementa descontos progressivos, valorizando pedidos grandes. E o Shopify funciona como cartão de visitas online, fortalecendo a imagem da marca.

Terceirização e automação: da sala de casa ao controle remoto
Com o crescimento do negócio, Therese decidiu externalizar parte da produção. Hoje, utiliza uma gráfica especializada, o que reduziu custos e garantiu ainda mais qualidade. Isso permitiu que ela coordenasse tudo à distância, inclusive enquanto participava de outro empreendimento, como apoiar o marido abrindo uma academia física.
Esse movimento de automação é recomendado por mentoras do segmento digital como no Método Mulher Milionária: ganhar escala transferindo etapas operacionais, para focar no que realmente multiplica o negócio – vendas, produto e relacionamento.
Uso inteligente de IA para criar e administrar
Algo que mexeu comigo foi a integração de inteligência artificial na operação dessa empreendedora. ChatGPT virou aliado na criação de textos e descrições de produtos, além de estruturar pequenos conteúdos para o site. Midjourney serve para gerar imagens rápidas e criativas. A ferramenta Nano Banana trata as artes digitais, ajustando cores e detalhes finos. O resultado?
- Economia com bancos de imagem pagos.
- Personalização de vetores e ilustrações exclusivas.
- Agilidade na publicação e renovação do catálogo.
Ela ainda aproveitou ferramentas de voz para texto, publicando livros e canalizando parte desses rendimentos para doações, mostrando que inovação pode ir além do lucro pessoal.
Aprendizados práticos e conselhos de quem vive o mercado
Em palestras e relatos, Therese compartilha recomendações que testou na prática, sempre adaptando conforme o canal:
- Na Amazon: focar em produtos de alta rotatividade, descartar o que não vende em pouco tempo.
- No Etsy: investir pesado em promoções; adaptar o mix de produtos conforme mudanças do algoritmo e campanhas sazonais; entender que nem todos os anúncios ganharão destaque nos picos de vendas do ano.
- No Faire: criar descontos escalonados para grandes lotes e manter novidade constante, além de acompanhar comunicações internas do marketplace para identificar tendências e promoções recomendadas.
A força do earned media: presença na mídia para gerar confiança
Outro ponto que considero pouco explorado por iniciantes está no conceito de earned media, ou seja, conquistar espaço na imprensa sem precisar pagar por publieditoriais. Therese investiu em plataformas para ser entrevistada por veículos de destaque, conquistou backlinks para elevar o domínio da sua loja e ficou de olho nas referências geradas por grandes modelos de linguagem.
Além disso, participou de grupos de marketing para acessar ferramentas pagas de assessoria de imprensa. Tudo isso fortaleceu a reputação da Otto’s Grotto, tornando a marca mais conhecida e atraente para novos compradores e parceiros de atacado.
Resumo da jornada e reflexões para quem quer começar
Da sala de casa a um negócio multicanal de seis dígitos, o caminho misturou acasos, decisões rápidas e muita flexibilidade.
Na minha visão, um ciclo de sucesso nesse setor passa por três fatores:
- Começar rápido, mesmo sem estrutura perfeita.
- Testar canais sem medo e ajustar margens sempre, dando atenção à automação conforme o volume cresce.
- Buscar presença de marca – seja em assessoria, backlinks, ou networking no segmento.
Se você quer não só crescer financeiramente, mas ter liberdade, autoestima e impacto social, histórias como a de Therese mostram que esse é um caminho possível. A inspiração de projetos como o Método Mulher Milionária reforça que o empreendedorismo digital permite jornadas surpreendentes para mulheres de qualquer idade ou experiência. Os dados do Ministério do Empreendedorismo e de pesquisa da USP comprovam que cada vez mais mulheres assumem essa dianteira no Brasil.
Se você quer aprender os passos práticos para iniciar, vender, automatizar e prosperar no marketing digital e no mundo de produtos personalizados, recomendo conhecer de perto o Método Mulher Milionária.
Perguntas frequentes (FAQ)
Como começar a vender adesivos do zero?
Para iniciar na venda de adesivos do zero, recomendo começar com desenhos simples, uma impressora doméstica e uma máquina de corte como Cricut ou Silhouette. Liste seus produtos em marketplaces que aceitam vendedores iniciantes, faça fotos atrativas e crie ofertas de lançamento. O mais importante é iniciar mesmo com poucos modelos e ir adaptando a produção conforme a demanda cresce.
Quanto custa abrir um negócio de adesivos?
O investimento inicial depende do volume e do nível de profissionalização. Em geral, dá para começar com cerca de R$ 1.000 a R$ 2.500 investindo em impressora, máquina de corte, papel adesivo, embalagens simples e divulgação orgânica. Se optar por maquinário profissional, esse valor pode subir, mas para quem está começando, a versão caseira já permite boas margens.
Quais materiais preciso para produzir adesivos?
Você vai precisar de computador com acesso à internet, software gráfico (pode ser gratuito), impressora a jato de tinta ou laser (dependendo do tipo de adesivo), papel adesivo, máquina de corte (tipo Cricut/Silhouette) e embalagens (envelopes, plásticos, etiquetas). Se quiser laminar para maior durabilidade, inclua uma plastificadora simples.
É lucrativo vender adesivos personalizados?
Sim, vender adesivos pode ser bastante lucrativo, principalmente ao focar em nichos e personalização, pois os custos de produção são baixos e a margem por peça é alta. Com o tempo, desenvolvendo identidade visual e testando canais variados, é possível escalar e até automatizar parte do processo, aumentando a rentabilidade.
Onde encontrar fornecedores de adesivos?
No início, você mesmo pode ser seu fornecedor, comprando matéria-prima em papelarias ou distribuidores gráficos. Para volumes maiores, busque gráficas especializadas e importadores de papel e insumos adesivos. Vale a pena visitar feiras de papelaria e buscar indicações em grupos de empreendedores digitais. Com o tempo, parcerias sólidas surgem ao ampliar seus contatos e demandar lotes maiores.
